segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Verdade

Eu te amo.
Amo devagar,
amo sem pressa
com a avidez de quem espera o tempo passar.

Eu te amo.
Amo cada pedacinho seu
cada linha e cada traço
cada sorriso e cada passo.

Eu te amo.
Não como aqueles que sofrem, que choram
que se dóem e que imploram
ao outro por um pedaço seu para amar.

Meu amor é compassado
é equilíbrio desmedido
é o egoísmo de só querer-te
e apenas por ti querer viver.

Meu amor é saudade
é cuidado
é perder-me num afago
entorpecer-me em teu beijo
e encontrar-me em teu abraço.

Não. Não te amo como os loucos alucinados
nem como os céticos desalmados.
Amo-te reconhecendo a ti e a mim
o agora e o porvir.

Eu te amo.
Entendendo teus momentos e os meus
tuas dores e as minhas
meus desejos e os teus.
Aprendendo contigo a amar-te
e com o mundo a aprender
que eu não sei mais sem você.

Sim, eu te amo.
A toda hora.
Mesmo quando nem sei que amo
mesmo porque sei que és meu
mesmo por apenas isto saber
e assim, para sempre, desejar viver.