E de vez em quando eu paro pra pensar como o mundo é engraçado.
Naqueles momentos em que nos percebemos assumindo uma visão externa, apenas observadora, de tudo o que acontece e funciona em volta, tão incrivelmente independentes de nosso âmbito de atuação. É então que me dou conta de minha total insignificância, da total independência da rotação da Terra ao meu querer.
E me assusto. Afinal, eu, tão essencialmente importante para mim, apenas estou aqui. Não faço parte de nada essencial a tudo, não sou mais do que o que sou, simplesmente. Mas continuo estando, apesar de tudo. Inexoravelmente.
E é então que me sinto orgulhosa por ter tanta sorte.
Estou aqui, é fato. Mas e por quê? Ah, sim, é da boa e velha pergunta da humanidade de que falo.
Apenas um mero acaso? Uma trelinha de papai e mamãe? Ou um resultado planejado da providência divina?
Uma origem que leva a finalidades por mim desconhecidas, por mim muito questionadas, mas por ninguém respondida. E isso é realmente frustrante.
Humana. Entre bilhões, aqui estou. Apenas um animal que teve sorte diante da escala evolutiva, ou uma raça escolhida para reinar diante do resto?
Talvez isso pareça não fazer tanta diferença para alguns, já que o que importa é que agora estamos aqui e ponto. Mas acredite, estamos aqui agora e ponto, mas amanhã, será esse ponto apenas mais um ponto diante de todos os outros pontos, escritos durante um insignificante intervalo de tempo passado dentro de uma humilde esfera continente de vida, perdida talvez entre tantas outras, agrupadas em infinitos sistemas existentes no universo em que estamos inseridos?
É nesse momento que me pego crendo na minha mais profunda insignificância. Comparado a isso, somos quase como aquele pequeno grão de areia na praia. Apenas.
Às vezes isso parece realmente importar, e horas se perdem diante desses devaneios. Mas o que acontece é que tais respostas não estão ao meu alcance. E nem ao seu.
A realidade é, simplesmente. E o que me cabe é prosseguir. Tal qual todos somos destinados, pois, é, foi e sempre será assim. Antes ou depois de nós, o mundo continuará girando e as pessoas respirando. E nada se alterará.
Entretanto, saindo de uma perspectiva tão pouco otimista, acredito que ainda nos reste uma chance. Sim, é verdade que não podemos lutar com o que virá, nem descobrir por que, de fato, é assim. Mas se há algo que a nós é permitido é agir. Ser notável diante dessa nossa restrita e minúscula circunferência. Escrever nosso nome por aí para que, ao final, alguém possa saber que mesmo um dia, você passou por aqui. E fez bonito.
Naqueles momentos em que nos percebemos assumindo uma visão externa, apenas observadora, de tudo o que acontece e funciona em volta, tão incrivelmente independentes de nosso âmbito de atuação. É então que me dou conta de minha total insignificância, da total independência da rotação da Terra ao meu querer.
E me assusto. Afinal, eu, tão essencialmente importante para mim, apenas estou aqui. Não faço parte de nada essencial a tudo, não sou mais do que o que sou, simplesmente. Mas continuo estando, apesar de tudo. Inexoravelmente.
E é então que me sinto orgulhosa por ter tanta sorte.
Estou aqui, é fato. Mas e por quê? Ah, sim, é da boa e velha pergunta da humanidade de que falo.
Apenas um mero acaso? Uma trelinha de papai e mamãe? Ou um resultado planejado da providência divina?
Uma origem que leva a finalidades por mim desconhecidas, por mim muito questionadas, mas por ninguém respondida. E isso é realmente frustrante.
Humana. Entre bilhões, aqui estou. Apenas um animal que teve sorte diante da escala evolutiva, ou uma raça escolhida para reinar diante do resto?
Talvez isso pareça não fazer tanta diferença para alguns, já que o que importa é que agora estamos aqui e ponto. Mas acredite, estamos aqui agora e ponto, mas amanhã, será esse ponto apenas mais um ponto diante de todos os outros pontos, escritos durante um insignificante intervalo de tempo passado dentro de uma humilde esfera continente de vida, perdida talvez entre tantas outras, agrupadas em infinitos sistemas existentes no universo em que estamos inseridos?
É nesse momento que me pego crendo na minha mais profunda insignificância. Comparado a isso, somos quase como aquele pequeno grão de areia na praia. Apenas.
Às vezes isso parece realmente importar, e horas se perdem diante desses devaneios. Mas o que acontece é que tais respostas não estão ao meu alcance. E nem ao seu.
A realidade é, simplesmente. E o que me cabe é prosseguir. Tal qual todos somos destinados, pois, é, foi e sempre será assim. Antes ou depois de nós, o mundo continuará girando e as pessoas respirando. E nada se alterará.
Entretanto, saindo de uma perspectiva tão pouco otimista, acredito que ainda nos reste uma chance. Sim, é verdade que não podemos lutar com o que virá, nem descobrir por que, de fato, é assim. Mas se há algo que a nós é permitido é agir. Ser notável diante dessa nossa restrita e minúscula circunferência. Escrever nosso nome por aí para que, ao final, alguém possa saber que mesmo um dia, você passou por aqui. E fez bonito.
Um comentário:
Eu acho que a senhora anda assistindo muito às aulas de João Maurício. Pensar cansa.
Ficadica.
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